quinta-feira

segredos




sou zelosa do meu amor
as vezes disfarço a sedução
mas seu nome eu sei
meus lábios não cansam de dizê-lo
nítido, claro, verdadeiro
como se perdão estivesse a pedir.
habitando uma região repleta de fronteiras
inóspita, excessivamente azul,
existe uma espada nua a nos separar
nossa história amorosa
um destino jogado ao mar
um vácuo, um tempo que não intentei construir
hoje tenho a solidão como companhia
dentro dela vivo o amor
calado, companheiro, protetor
e uma promessa,
uma só promessa:

que segredos posso eu guardar de ti?


foto de Mikael Rantalainen

9 comentários:

  1. Um muito bom começo de dia. :)

    Bjinho.
    M

    ResponderExcluir
  2. Que segredos...?


    Um aguaceiro ficou suspenso
    O dia parou radiante
    Detida a maré do desencanto
    O mundo ficou cintilante


    Bom fim de semana


    Doce beijo

    ResponderExcluir
  3. não há degredos

    nem

    segredos

    ...






    beijO

    ResponderExcluir
  4. eu sou um apaixonado pelos segredos, pelas histórias por revelar....aqui vim encontrar tudo isso, acompanhado da música ideal...

    ResponderExcluir
  5. Aos poucos vou conhecendo os teus espaços tentando assim agradecer a amabilidade da tua visita. Só agora o faço pois estive fora uns dias e com dificuldades de acesso à net.

    Gostei deste steu espaço, das palavras, das imagens.

    Obrigada
    Noite feliz, um beijinho

    ResponderExcluir
  6. Hoje parei na "varanda", deixando-me encantar pelo azul-quase-bébé. Abçs

    ResponderExcluir
  7. Confesso: vim cá cair por acaso. salto de blog em blog senão ninguém me visita e isso não me apetece.

    Mas gosto de gente zelosa. Eu sou zeloso do que é meu: nesta altura... o emprego. Visite-me, vá lá...

    ResponderExcluir
  8. Serás espasmo sem nada em comum?
    Vais-me enganar com o primeiro beijo?
    Teu batôn segrega sina aflitiva
    e, como sonâmbulo na penumbra,
    desembocarei nele porque é fado,
    não protestarei a perfeição que vos abala
    neste pôr-do-sol a dobrar revejo-nos
    em todas as historietas que recontas portanto,
    deixo dissolver-se esta atribulante paisagem
    e estendo-me ao comprido no lixo do Adamastor,
    esperando amável a purificação que escolheu
    aceitar acariciar o áspero que raramente adoça.

    Têm veneno teus lábios,
    pois junto-me ao curriculum de ilusões
    como autocolantes colecionados numa carcaça,
    não posso começar sem ser autêntico
    só para abalar o caule desta espécie de flôr,
    reformada sua floresta emaranhada,
    posso seguir conselhos d’albatrozes da noite
    e utilizar a comoção como roleta-russa,
    vezes e vezes sem conta que sorri sem querer
    apercebo-me da conclusão simples que reflecti.
    Será agora a revelação assombrada que receio?
    Vais-me entediar com catarata de caibrãs caducadas?

    Por um lado emanas a perplexidade da pena
    de seres mais experiente e nunca teres amadurecido,
    consigo ler as desilusões d’ingenuidade ou
    serão já padrões desfocados a quem te rebaixas?
    Inexprimes-te demasiado bem como se
    fosse impossível insultar-te e desapareceres a correr,
    espanta-me só a proximidade folclórica, tão inóspida,
    entre a escória refrigerada e a traça da ginástica!


    in trepidação / trepanação

    2004

    ps. melhor o teu poema que o meu


    WWW.MOTORATASDEMARTE.BLOGSPOT.COM

    ResponderExcluir
  9. obrigada paper-life, profeta , dress, luís galego, gi e bettips, pela visita e pelo carinho.

    ironicidade: que bom que és zeloso.
    obrigada pela visita.

    linfoma: erraste de sítio, aqui não tem poeta nem poemas.mas tudo bem enganos acontecem todos os dias.

    beijos a todos

    della-porther

    ResponderExcluir